sábado, 12 de setembro de 2015

SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE


TRINTA E SEIS ANOS DE SERVIÇO ÀS PESSOAS

O Serviço Nacional de Saúde é uma estrutura através do qual o Estado Português assegura o direito à saúde  (promoção, prevenção e vigilância) a todos os cidadãos de Portugal. A sua criação remonta a 1979, após se terem reunido as condições políticas e sociais provenientes da reestruturação política portuguesa da década de 1970.

O objetivo primário do SNS é a persecução por parte do Estado, da responsabilidade que lhe cabe na proteção da saúde individual e coletiva e para tal está munido de cuidados integrados de saúde, nomeadamente a promoção e vigilância da saúde, a prevenção da doença, o diagnóstico e tratamento dos doentes e a reabilitação médica e social.

Em 1979 com a publicação da Lei n.º 56/79, de 15 de setembro, a criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) veio marcar o “nascimento” do sistema nacional de saúde, assegurando o acesso universal, compreensivo e gratuito a cuidados de saúde. Até lá, a assistência médica competia às famílias, instituições privadas e aos serviços médico-sociais da Previdência. Ao Estado competia a assistência aos pobres. Desde este ano que o sistema de cuidados de saúde português tem sido então baseado na estrutura de um Serviço Nacional de Saúde (SNS), com seguro público, cobertura universal, acesso quase livre no ponto de utilização de serviços e de financiamento através de impostos.” ([i])

Desde 2009 o dia 15 de Setembro é dedicado Serviço Nacional de Saúde, proporcionando a recordação e o reconhecimento público do seu papel fundamental “na melhoria contínua do estado de saúde da população”, bem como dos seus criadores e agentes, por se considerar que “se assume como uma realização ímpar do regime democrático em Portugal, tendo contribuído para uma forte diminuição das taxas de mortalidade e de morbilidade e para o aumento da esperança e da qualidade da vida da população (…) posicionando o SNS como um bom exemplo a nível mundial”, continuando a ser resposta à concretização de um dos mais elementares e constitucionais direitos dos cidadãos – “todos têm direito à proteção da saúde e o dever de a defender e promover” ([ii]).

A Federação Nacional de Voluntariado em Saúde, saúda o Serviço Nacional de Saúde e todos que enquadrados nele e não só, se dedicam à promoção da saúde e do bem-estar dos cidadãos, fazendo o bem bem feito por via da prestação de serviços e cuidados cada vez com mais qualidade e com mais satisfação dos intervenientes, pessoais e organizacionais.

Na linha da concretização destes objetivos, é essencial e deve ser dada atenção diferenciada a quantos no Serviço Nacional de Saúde, se dedicam, gratuitamente, com responsabilidade e com saber, a colaborar com os serviços, complementando a ação dos colaboradores das Unidades de Saúde, contribuindo assim e de modo decisivo e com muitas evidências, para a excelência da qualidade global do SNS. São os voluntários.

Os voluntários do campo da saúde, pessoas sempre disponíveis a dar uma palavra de ânimo ou um tempo de companhia ou de ajuda prática a quantos servem ou utilizam os serviços do SNS, são uma realidade ineludível. São muitos e cada vez mais. Estão presentes em quase todas as Unidades de Saúde, de modo organizado ou não, mas sempre em espírito de serviço ao outro, independentemente da sua “ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.” ([iii])
Bem-hajam voluntários do campo da saúde em Portugal!
15 de setembro de 2015
A Direção da
Federação Nacional de Voluntariado em Saúde




[i] https://pt.wikipedia.org/wiki/Servi%C3%A7o_Nacional_de_Sa%C3%BAde
[ii] Constituição da República Portuguesa, artigo 64.º.
[iii] Constituição da República Portuguesa, artigo 13.º.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Pelos caminhos do Voluntariado ....

O QUE NÃO PODE FALHAR
NA GESTÃO DE VOLUNTÁRIOS
O voluntariado não é uma atividade freelancer ou liberal. O voluntariado é um serviço realizado por pessoas em benefício de pessoas, famílias e comunidades, e a pessoa voluntária realiza esse serviço na linha da concretização da missão do voluntariado “como expressão do exercício livre de uma cidadania ativa e solidária”.
Temas como “expectativas e atitudes em relação ao trabalho, motivação, participação, liderança, comunicação, conflito, poder, influência, qualificação, produtividade ”, se são caros à área dos Recursos Humanos, são-no também sem sombra de dúvida quando se trata de gestão de voluntariado.

O voluntariado no campo da saúde é, em Portugal e no mundo, um serviço com especificidades muito próprias. É um serviço realizado por pessoas em benefício de pessoas, em situação de enfermidade, aguda ou grave, de sofrimento físico ou psicológico, de debilidade ou vulnerabilidade, de carência e de diminuição de capacidade de utilização dos serviços de saúde ou de respostas sociais.

Os voluntários no campo da saúde, em complemento e em cooperação com os outros colaboradores das unidades de saúde e das respostas sociais, são quase sempre, autênticos artesãos da solidariedade gratuita e disponível, da ajuda aconchegada, e da escuta ativa. Por aqui passa a grande missão do voluntariado do campo da saúde e respetivos voluntários: humanizar.

No campo saúde, existem exigências muito claras e sérias no que concerne aos Recursos Humanos. Desde verdadeira preocupação com o recrutamento e seleção, passando pela formação e capacitação, assim como no que respeita à integração em equipas, ao acompanhamento, à avaliação e à certificação.

Por um lado, esta é uma atividade que requer da parte dos voluntários, o melhor e mais assertivo desempenho com vista à obtenção de resultados de excelência na satisfação de todos os intervenientes.

Por outro, na linha da gestão dos sentimentos e do equilíbrio emocional dos próprios voluntários, especialmente no campo da saúde, requer a promoção de medidas nesse sentido com vista à existência de melhores voluntários e melhor serviço voluntário às pessoas.

João António Pereira, presidente da Direção da Federação Nacional de Voluntariado em Saúde

In: Revista Impulso Positivo, Porto, janeiro / fevereiro de 2015

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

HOJE É!...........

DIA INTERNACIONAL DA SOLIDARIEDADE

Hoje, “dia 31 de Agosto celebra-se o Dia Internacional da Solidariedade para promover e fortalecer os ideais ligados a este valor, fundamentais para as relações entre os países, os povos e as pessoas.
Na Declaração do Milénio das Nações Unidas (setembro de 2000), a solidariedade foi reconhecida como um dos valores fundamentais para as relações internacionais no século XXI.
Em 31 de Agosto de 2000, a ONU – Organização das Nações Unidas, proclamou esta data com o objetivo de promover e fortalecer os ideais de solidariedade (sentido de ajuda) entre as nações, povos e indivíduos, nomeadamente em situações difíceis de origens diversas.
Solidariedade é a adesão espontânea à causa dos outros, numa ação generosa e bem-intencionada. Ser solidário é ajudar sem esperar nada em troca, sem segundas intenções.”
Afinal, ser solidário é ser voluntário. É servir sem esperar ser servido. É dar sem esperar vir a receber. É ajudar sem esperar ser ajudado. É cooperar na linha da complementaridade, sem querer substituir profissionais e outros colaboradores das diferentes Organizações que desenvolvem atividade em prol da saúde e do bem-estar de cada pessoa, de todas as pessoas. O voluntariado é afinal, se não o caminho, pelo menos o melhor caminho para a prática da solidariedade, não só interpessoal mas também a nível mais global e social, no sentido alargado do termo.
Independentemente das motivações de cada voluntário e das Organizações de voluntariado, há a certeza que o desenvolvimento das ações voluntárias tem impacto positivo nas pessoas, nas organizações e nas comunidades. Se em certas situações, é mensurável, em outras, como no caso da voluntariado que se realiza no campo da saúde, esse impacto não o é.
Em Portugal, é rara a Unidade Hospitalar do Serviço Nacional de Saúde, que não integre um serviço de voluntariado organizado. Sabe-se que esse serviço, independentemente das dificuldades ou facilidades de atuação e de organização, é sempre uma mais-valia para os destinatários da ação voluntária. Sejam eles, doentes, familiares, outros utentes, outros colaboradores; e toda a Unidade de Saúde. O voluntariado organizado no campo da saúde, é um bem muito precioso que deve continuar a ser implementado, a ser organizado; e a ser muito querido e amado por todos os intervenientes na promoção da saúde e do bem-estar das pessoas. É consensual que o voluntariado organizado no campo da saúde, é importante contributo para a prestação de serviços e cuidados com mais qualidade, e com mais satisfação de todos os intervenientes, sejam pessoais sejam organizacionais.
Neste Dia Internacional da Solidariedade, a Federação Nacional de Voluntariado em Saúde, saúda todos os voluntários e demais obreiros da solidariedade que escolheram e continuam a escolher o voluntariado como caminho para a prática daquela. Aqueles e aquelas que escolhem dar-se, que escolhem servir, que escolhem ser portadores de palavras e ombros amigos, que escolhem levar à prática o amor pelos outros. Amor esse que deixa marcas positivas e que promove o bem-estar e o desenvolvimento pessoal e social; que promove a felicidade. Finalmente, que é exercício de uma cidadania ativa, qual missão e fins do voluntariado.
Porto,31 de agosto de 2015

O presidente da Direção da
Federação Nacional de Voluntariado em Saúde

sábado, 8 de agosto de 2015

Pelos caminhos do Voluntariado

Hora de ajudar !
«É importante que a sociedade civil esteja ativa na ajuda ao outro», alerta a embaixadora do Ano Europeu para o Desenvolvimento. São, pois, precisos voluntários para ajudar quem mais precisa.

Agosto é mês de férias. O que significa que em modo de pausa ficam os problemas e arreliações. Mas o mundo não pára. Que o digam as vítimas dos conflitos que se desenrolam em diferentes parte do mundo e que nos entram, mesmo em tempo de lazer, em casa através das imagens da televisão. Por isso, e embora seja mês de férias, agosto é também o mês dedicado à ajuda humanitária.
O aumento dos conflitos e catástrofes naturais reforça a vulnerabilidade mundial e embora castigue sobretudo os países em desenvolvimento, aqueles onde mais se sentem as consequências não só das guerras, assim como dos eventos mais extremos (tremores de terra ou outros caprichos da natureza – estima-se que 97% das mortes por desastres naturais ocorram nestes países, não pode deixar o resto do mundo indiferente. Pouco (ou nada) preparados para lidar com estas situações, as nações mais desfavorecidas precisam de ajuda.
É a elas que as organizações humanitárias dedicam o seu trabalho, uma missão agravada pelo crescente número de conflitos. São, por isso, precisos mais recursos. «É necessário um esforço de todos e não só das organizações ou do Estado. É importante que a sociedade civil seja ativa na ajuda ao outro», pede a Cláudia Semedo, embaixadora do Ano Europeu para o Desenvolvimento.
Ou seja, todos podemos – e devemos – ajudar. Definida que está a estratégia da União Europeia (UE) para as ações de assistência humanitária, há sempre possibilidade de dar um contributo, sendo para isso promovidas iniciativas de voluntariado, que permitem passar das palavras à ação.

Voluntários precisam-se
O programa de voluntariado da UE ainda não passou do papel, mas prepara-se para dar os primeiro passos. E já tem objetivos definidos. O que se pretende é criar uma ‘bolsa’ de voluntários, que terá a missão de dar apoio prático na prestação de ajuda humanitária, contribuindo para fortalecer a capacidade local e resiliência das comunidades afetadas por crises.
Ao todo, esperam-se mais de 18.000 participantes, contando-se qualquer coisa como 10.000 oportunidades de voluntariado on-line, numa plataforma que irá disponibilizar todas as ofertas e que estará funcional já a partir de dezembro. O que a iniciativa oferece é, até 2020, a oportunidade para que os europeus se possam solidarizar com os que mais precisam.


http://www.destak.pt/artigo/238224-hora-de-ajudar

sábado, 18 de julho de 2015

Pelos caminhos do voluntariado.....

VOLUNTARIADO
VIRA NEGÓCIO NA ÁFRICA

ALGUMAS ENTIDADES COBRAM DOS VOLUNTÁRIOS 350 EUROS POR MÊS, PREÇO QUE INCLUI TAXA DE INSCRIÇÃO E MANUTENÇÃO, ALÉM DA PASSAGEM DE AVIÃO E DOS GASTOS COM O VISTO
Cada vez mais jovens querem dar um novo sentido a suas férias, pegam a mochila e aterrissam em qualquer ONG da África para ajudar durante algumas semanas. Para isso é preciso tempo, empatia, esperança... e muito dinheiro.
Várias ONGs detectaram um lucrativo negócio nesta crescente necessidade de ajuda, e agora fomentam um voluntariado disposto a pagar para financiar seus projetos perante a diminuição de ajudas públicas.
"Elas se voltaram a captar voluntários, a criar projetos em torno deles e se financiar com as cotas que são cobradas", explicou à Agência Efe Laura Carmona, especialista em cooperação internacional para o desenvolvimento na África Subsaariana.
Entidades como Children of Africa, um exemplo que representa dezenas, cobra dos voluntários 350 euros por mês, preço que inclui taxa de inscrição e manutenção, além da passagem de avião e dos gastos com o visto.
"O voluntariado se transformou em um negócio que nada tem a ver com a cooperação internacional. Parece que só importa o dinheiro e que, portanto, é dirigido a pessoas que podem pagar", lamentou Carmona.
Este modelo atrai voluntários mais interessados em viver experiências e impor conhecimentos do que em compreender uma comunidade local e tentar apoiá-la.
"O voluntário é uma pessoa não remunerada e não especialista no campo, o que afeta a incidência dos projetos e as comunidades locais, que veem estrangeiros poderosos que desconhecem a idiossincrasia local e que acreditam saber do que os locais necessitam", criticou a especialista.
A visão dos principais envolvidos, os voluntários, é diferente. Alguns entendem que é justo pagar por seu alojamento e manutenção, enquanto outros opinam que seu trabalho, pelo qual não recebem nenhum salário, deve cobrir pelo menos este parágrafo.
"Colaborei em um centro hospitalar exercendo a medicina e a ONG cobria minhas despesas, é algo que me parece fundamental, pois ofereci um trabalho profissional de forma voluntária", comentou a esponhola Ana Gutierrez, que coopera com a Fundação Pablo Horstmann na Etiópia.
"Cerca de 75 euros por semana acho que é um preço justo porque 35% são destinados a cobrir meu alojamento e minha dieta. Trabalhamos com muitas crianças e de alguma maneira é preciso financiá-las", opinou Zaida González, voluntária no orfanato queniano Chazon.
Esta forma de financiamento das ONG tem uma sustentabilidade caduca, já que os projetos só poderão ser mantidos enquanto houver voluntários.
Outro modelo de cooperação que prolifera são as chamadas "férias solidárias", uma combinação de visitas turísticas ao país acompanhadas de um trabalho voluntário nos projetos da ONG que são organizados.
Vanesa Lozano, da ONG Africa Sawabona com sede no Senegal, defende este modelo perante a progressiva redução de contribuições públicas. "O simples fato de viajar é uma escola. Conhecer outros estilos de vida te enriquecem como pessoa", opinou à Agência Efe.
No entanto, para Carmona, o resultado é o mesmo. "Os viajantes financiam um projeto que não conhecem a fundo. São pessoas não selecionadas que caem nas comunidades de paraquedas".
Consciente da necessidade das ONG e da sincera vontade de muitos dos jovens que embarcam nestas altruístas aventuras, Lozano acredita que uma maior formação por parte das ONG aos voluntários melhoraria a experiência de forma bidirecional.
"Da mesma forma que com o voluntariado, férias solidárias com um bom acompanhamento e formação por parte da organização pode dar um sentido a este tipo de viagem, convidando as pessoas a se aprofundarem mais e conhecer os contextos que levaram às necessidades", propôs.
http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Visao/noticia/2015/07/voluntariado-vira-negocio-na-africa.html

sábado, 11 de julho de 2015

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Saber estar nos bons momentos
Ajudar nas más ocasiões
Poder gostar sem tormentos
Saber escutar as opiniões

São assim os amigos do peito
Que dizem sempre presente
Ajudam-nos de qualquer jeito
Cuidando tão bem da gente

Pode estar bem distante
Para nós não é importante
Basta-nos a disponibilidade

Para nos ouvir e escutar
Ter paciência e nos apoiar
No caminho da felicidade


JORGE BRITES

terça-feira, 7 de julho de 2015

Pelos caminhos do voluntariado...

JOSÉ, O SOLIDÁRIO

José Couceiro da Costa sentiu-se perdido, mas encontrou o voluntariado «no meio do nada». Um nada que lhe deu tudo.
Ganhou uma nova vida depois de o filho ter saído de um período de coma resultante de complicações pós-cirúrgicas. Foi a maior lição da sua vida – mas também a mais complicada.
Decorria o ano de 2013. Fernando, o mais novo dos quatro filhos de José Couceiro da Costa (na altura com 2 anos), fora submetido a uma cirurgia simples às amígdalas. E isso acabou por resultar na mais dura prova da sua vida. Uma série de complicações pós-operatórias obrigaram a um período de coma. «Foram 54 dias de um verdadeiro calvário», desabafa José Couceiro da Costa. Os dias começaram a ser passados na unidade de cuidados intensivos do Hospital de Santo António, no Porto. Apesar do enorme sofrimento, ficou marcado «pela positiva» e contou com a «excecional equipa médica, de enfermagem e de pessoal auxiliar». Foram eles que lhe «deram uma nova vida» e que permitiram contactar com a associação NoMeioDoNada, onde hoje é voluntário e membro da direção. É assim que se sentem os pais que têm os filhos internados em unidades pediátricas e de cuidados intensivos: perdidos, sem rumo e a precisar de muito apoio. «Depois de ter percebido a dimensão da ajuda que a associação dava aos pais e às crianças, comecei a interessar-me pelo trabalho deles.» E como recebeu tanto, quis de alguma forma contribuir e «retribuir a generosidade». E assim tem sido até aos dias de hoje. Além do apoio psicológico, a associação garante ajuda monetária aos pais de crianças internadas para que possam deslocar-se para as visitar diariamente ou para comprarem medicação. São 60 as famílias apoiadas neste momento, contando a associação com a ajuda de algumas entidades que contribuem com fraldas e laticínios. «A nossa preocupação é promover uma ajuda à família, mas sempre direcionada e focada nas crianças.»
A associação, presidida pela enfermeira Teresa Fraga (na fotografia), tem como projeto implementar uma unidade de cuidados continuados e paliativos para crianças até aos 18 anos. É um projeto pioneiro em Portugal, que irá englobar crianças com patologias crónicas. «O Kastelo terá trinta camas, 26 das quais destinadas a internamento, entre cuidados paliativos e cuidados continuados. As outras quatro serão dedicadas à unidade de dia, para crianças que necessitem de um apoio muito constante, mas que por força do seu estado clínico possam dormir em casa. A ideia é que os pais saiam de manhã para o emprego, vão trabalhar e fazer a sua vida e deixem as crianças no tratamento necessário no Kastelo», explica José. O grande objetivo é promover o bem-estar e dar um acréscimo na qualidade de vida das crianças e da família.
Ainda em fase de construção, numa casa doada à instituição, em Matosinhos, o projeto é apoiado de diversas formas. «Candidatámo-nos ao BPI Capacitar, fomos passando fases e ficámos esmagados com a notícia de que iríamos receber cem mil euros e que o nosso projeto tinha sido premiado. O valor ajudou nas despesas de equipamentos do Kastelo e perante o valor e significado deste prémio passámos a designar a nossa unidade de fisioterapia como Ginásio BPI Capacitar», explica. O dinheiro tem sido utilizado para a compra de equipamentos necessários para o tratamento destas crianças.
Uma vez que o apoio da família é fundamental, alguns pais poderão ficar a dormir no Kastelo para estarem mais próximos dos seus filhos. «Queremos que as crianças se sintam em casa mas com todas as valências de uma unidade clínica», diz José Couceiro da Costa. O projeto contará com uma equipa multidisciplinar, incluindo professores e educadores, que permitirão que a formação não seja descurada e que de alguma forma as crianças continuem a «adquirir competências adequadas». Além desta equipa, a associação conta com um grande número de voluntários. Uma ajuda preciosa, que José reconhece e agradece – ou não se dividisse ele também em muitas atividades e vivesse com o tempo muito preenchido, entre a administração de uma empresa e o voluntariado nesta e noutras duas instituições de solidariedade social.

http://www.noticiasmagazine.pt/2015/jose-o-solidario/