DIA INTERNACIONAL DA
CARIDADE
Nunca tinha ouvido
falado nisso? Pois é. É isso mesmo. Amanhã – 5 de setembro – é o DIA
INTERNACIONAL DA CARIDADE. Dia em que também se assinala a morte de Madre Teresa
de Calcutá, “cuja vida e boas obras que
realizou a favor dos mais pobres dos pobres e dos mais vulneráveis,
impulsionaram a emulação no mundo inteiro”, como disse o Secretário-Geral
da ONU, Ban Ki-moon, na sua mensagem oficial para a celebração de 2013 – a
primeira. ([i])
E fê-lo reafirmando
que “o reconhecimento da dignidade
inerente e dos direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família
humana é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo, (…)”
reconhecendo o “estabelecido na
Declaração do Milênio das Nações Unidas 4, adotada pelos Chefes de Estado e de
Governo na Cúpula do Milênio, do valor fundamental da solidariedade para as
relações internacionais no século XXI,” manifestando profunda preocupação “com a persistência da pobreza em todos os
países do mundo, particularmente nos países em desenvolvimento,
independentemente da situação econômica, social e cultural;” e “reconhecendo o trabalho realizado pelos
Estados-Membros e o sistema das Nações Unidas e o papel da caridade no alívio
das crises humanitárias e do sofrimento humano dentro e entre as nações (…).”
([ii])
A celebração do Dia
Internacional da Caridade pretende, “promover
o diálogo, a solidariedade, o entendimento mútuo e os valores das Nações Unidas
esteve na base da decisão”. (…); e
“reconhecer o papel da caridade no alívio
às crises humanitárias e ao sofrimento humano em todo o mundo, assim como
homenagear o trabalho meritório e excecional de inúmeras organizações e
indivíduos.
Numa conjetura
internacional em que a pobreza é uma tendência global – tanto de países
desenvolvidos, como em desenvolvimento –, e em que acelerar os esforços para
alcançar os Objetivos do Desenvolvimento do Milénio até 2015 se tornou um
imperativo, a caridade assume-se como uma expressão de “solidariedade global”
fundamental para “construir um futuro pacífico para todos”. É nesta perspetiva
que o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, coloca a tónica na
caridade que, no seu entender, “pode e dever crescer”, sobretudo quando a
comunidade internacional se prepara para “definir uma agenda audaz para o
período pós-2015”.
Neste sentido, Ban Ki-moon apelou “a todos os Estados-membros, organizações
regionais e internacionais e aos vários atores da sociedade civil a que
encorajem a caridade, nomeadamente através da educação e de atividades que
contribuam para a sensibilização da sociedade.”
Dizia ainda o Secretário-geral da ONU em 2013
que “a caridade desempenha
um papel importante no apoio aos valores e na progressão do trabalho das Nações
Unidas. Doações de tempo ou de dinheiro; envolvimento voluntário numa das suas
próprias comunidades ou no outro lado do mundo; atos de caridade e bondade sem
esperar uma recompensa; estas e outras expressões de solidariedade global
ajudam-nos na nossa procura partilhada de viver em harmonia e de construir um
futuro pacífico para todos.
(…). Estranhamente, a
caridade é, por vezes, dispensada, como se fosse ineficiente, inapropriada ou
mesmo humilhante para o beneficiário. “Isto não é caridade, isto é um
investimento”, empenham-se alguns doadores em afirmar. Vamos reconhecer a
caridade por aquilo que é no essencial: uma nobre empresa que visa melhorar a
condição humana.
(…) Ao estabelecer o
Dia, a Assembleia-Geral solicitou que a caridade fosse encorajada através da
educação e de atividades” no
sentido de levar “os jovens, mulheres e
homens, a assumirem a responsabilidade de garantir que os seus pares menos
afortunados tenham a possibilidade financeira de frequentar a escola. As
agências humanitárias das Nações Unidas dependem das doações caridosas do
público assim como da generosidade dos governos em continuar o seu trabalho de
salvar vidas na resposta a desastres naturais, conflitos armados e a outras
emergências.
Neste Dia
Internacional, exorto as pessoas em todo o mundo, de todas as idades, para agir
com base num impulso caritativo que reside em todos os seres humanos.” ([iii])
“A caridade pode ser
entendida como um sentimento ou uma ação altruísta de ajuda a alguém sem busca
de qualquer recompensa. A prática da caridade é notável indicador de elevação
moral e uma das práticas que mais caracterizam a essência boa do ser humano,
sendo, em alguns casos, chamada de ajuda humanitária.” ([iv])
Porto,
3 de setembro de 2017, João António Pereira, presidente da Direção da Federação
Nacional de Voluntariado em Saúde. O conteúdo deste blogue é da inteira
responsabilidade do autor. Em nada implica os outros membros do coletivo a que
preside.
[i] A proclamação disso mesmo pela
Assembleia-geral da ONU, aconteceu a 17 de dezembro de 2012.
[ii] http://www.unric.org/pt/actualidade/31234-dia-internacional-da-caridade-e-assinalado-hoje-pela-primeira-vez
[iii] http://www.unric.org/pt/mensagens-do-secretario-geral/31232-mensagem-do-secretario-geral-da-onu-para-o-dia-internacional-da-caridade-5-de-setembro-de-2013
[iv] https://pt.wikipedia.org/wiki/Caridade




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