segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Amanhã - 5 de setembro, é o...

DIA INTERNACIONAL DA
CARIDADE
Nunca tinha ouvido falado nisso? Pois é. É isso mesmo. Amanhã – 5 de setembro – é o DIA INTERNACIONAL DA CARIDADE. Dia em que também se assinala a morte de Madre Teresa de Calcutá, “cuja vida e boas obras que realizou a favor dos mais pobres dos pobres e dos mais vulneráveis, impulsionaram a emulação no mundo inteiro”, como disse o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, na sua mensagem oficial para a celebração de 2013 – a primeira. ([i])

E fê-lo reafirmando que “o reconhecimento da dignidade inerente e dos direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família humana é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo, (…)” reconhecendo o “estabelecido na Declaração do Milênio das Nações Unidas 4, adotada pelos Chefes de Estado e de Governo na Cúpula do Milênio, do valor fundamental da solidariedade para as relações internacionais no século XXI,” manifestando profunda preocupação “com a persistência da pobreza em todos os países do mundo, particularmente nos países em desenvolvimento, independentemente da situação econômica, social e cultural;” e “reconhecendo o trabalho realizado pelos Estados-Membros e o sistema das Nações Unidas e o papel da caridade no alívio das crises humanitárias e do sofrimento humano dentro e entre as nações (…).” ([ii])

A celebração do Dia Internacional da Caridade pretende, “promover o diálogo, a solidariedade, o entendimento mútuo e os valores das Nações Unidas esteve na base da decisão”. (…); e “reconhecer o papel da caridade no alívio às crises humanitárias e ao sofrimento humano em todo o mundo, assim como homenagear o trabalho meritório e excecional de inúmeras organizações e indivíduos.

Numa conjetura internacional em que a pobreza é uma tendência global – tanto de países desenvolvidos, como em desenvolvimento –, e em que acelerar os esforços para alcançar os Objetivos do Desenvolvimento do Milénio até 2015 se tornou um imperativo, a caridade assume-se como uma expressão de “solidariedade global” fundamental para “construir um futuro pacífico para todos”. É nesta perspetiva que o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, coloca a tónica na caridade que, no seu entender, “pode e dever crescer”, sobretudo quando a comunidade internacional se prepara para “definir uma agenda audaz para o período pós-2015”.

Neste sentido, Ban Ki-moon apelou “a todos os Estados-membros, organizações regionais e internacionais e aos vários atores da sociedade civil a que encorajem a caridade, nomeadamente através da educação e de atividades que contribuam para a sensibilização da sociedade.”

Dizia ainda o Secretário-geral da ONU em 2013 que “a caridade desempenha um papel importante no apoio aos valores e na progressão do trabalho das Nações Unidas. Doações de tempo ou de dinheiro; envolvimento voluntário numa das suas próprias comunidades ou no outro lado do mundo; atos de caridade e bondade sem esperar uma recompensa; estas e outras expressões de solidariedade global ajudam-nos na nossa procura partilhada de viver em harmonia e de construir um futuro pacífico para todos. 

(…). Estranhamente, a caridade é, por vezes, dispensada, como se fosse ineficiente, inapropriada ou mesmo humilhante para o beneficiário. “Isto não é caridade, isto é um investimento”, empenham-se alguns doadores em afirmar. Vamos reconhecer a caridade por aquilo que é no essencial: uma nobre empresa que visa melhorar a condição humana.

(…) Ao estabelecer o Dia, a Assembleia-Geral solicitou que a caridade fosse encorajada através da educação e de atividades” no sentido de levar “os jovens, mulheres e homens, a assumirem a responsabilidade de garantir que os seus pares menos afortunados tenham a possibilidade financeira de frequentar a escola. As agências humanitárias das Nações Unidas dependem das doações caridosas do público assim como da generosidade dos governos em continuar o seu trabalho de salvar vidas na resposta a desastres naturais, conflitos armados e a outras emergências.

Neste Dia Internacional, exorto as pessoas em todo o mundo, de todas as idades, para agir com base num impulso caritativo que reside em todos os seres humanos.” ([iii])

“A caridade pode ser entendida como um sentimento ou uma ação altruísta de ajuda a alguém sem busca de qualquer recompensa. A prática da caridade é notável indicador de elevação moral e uma das práticas que mais caracterizam a essência boa do ser humano, sendo, em alguns casos, chamada de ajuda humanitária.” ([iv])

Porto, 3 de setembro de 2017, João António Pereira, presidente da Direção da Federação Nacional de Voluntariado em Saúde. O conteúdo deste blogue é da inteira responsabilidade do autor. Em nada implica os outros membros do coletivo a que preside.

[i] A proclamação disso mesmo pela Assembleia-geral da ONU, aconteceu a 17 de dezembro de 2012.
[ii] http://www.unric.org/pt/actualidade/31234-dia-internacional-da-caridade-e-assinalado-hoje-pela-primeira-vez
[iii] http://www.unric.org/pt/mensagens-do-secretario-geral/31232-mensagem-do-secretario-geral-da-onu-para-o-dia-internacional-da-caridade-5-de-setembro-de-2013
[iv] https://pt.wikipedia.org/wiki/Caridade

Sem comentários:

Enviar um comentário