terça-feira, 17 de março de 2015

AMIGO NÃO É QUALQUER UM

AMIGO NÃO É QUALQUER UM 


É tão bom ter um amigo 
Que nos dê a devida atenção 
Que esteja sempre contigo 
E te conforte o coração 


Pode ser do Sul ou do Norte 
É irrelevante esse pormenor 
Que nos traga sempre sorte 
E deseje o nosso melhor 


Pode ser de qualquer País 
Importante é que te faça feliz 
Que te ampare e te proteja 


Que todos os dias diga presente 
Provando que é boa gente 
É isso que todo o mundo deseja 


JORGE BRITES 

JORNADAS DE VOLUNTARIADO - VILA NOVA DE FAMALICÃO


segunda-feira, 16 de março de 2015

QUANDO..........

Quando…

Quando em certos dias te sentes sozinho e necessitas de uma mão amiga... 
Aqui estou, toma a minha! 

Quando uma lágrima escorre e não encontras um lenço para enxugá-la... 
Aqui estou, toma o meu!| 

Quando te sentes um NADA e não sabes como sorrir... 
Aqui estou, toma o meu riso! 

Quando a distância de todos te faz sentir um vazio... 
Aqui estou, perto de ti! 

Quando te encontras sem força, para enfrentar cada um dos teus dias... 
Aqui estou, sou valentia! 

E quando não queres falar porque as palavras fugiram de ti... 
Aqui estou, sou silêncio! 

Quando somente necessitas que alguém se sente ao teu lado... 
Aqui estou, sou companhia! 

Quando o frio te invade e necessitas calor em teus ombros... 
Aqui estou, toma meu abraço! 

Quando queres chorar sem dizer nada porque a dor te impede... 
Aqui estou, sou teu porto seguro! 

Quando queres espalhar alegria porque és feliz... 
Aqui estou, faz-me feliz! 

Não vejas meus defeitos, não repares nas minhas inúmeras fraquezas, 
Toma o que necessitas de mim... 
Aqui estou, sou TEU AMIGO! 


JORGE BRITES

sábado, 28 de fevereiro de 2015

FAZER VOLUNTARIADO ALIVIA O STRESS

Fazer voluntariado alivia o 'stress'

Ajudar os outros ajuda-nos, também, a nós próprios. A conclusão é de um novo estudo internacional que revela que fazer voluntariado contribui para reduzir o 'stress' e a exaustão associados ao trabalho, aumentando o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.
A investigação publicada este mês na revista científica Journal of Occupational and Environmental Medicine, debruçou-se sobre 746 trabalhadores suíços que exercem funções a tempo inteiro e a tempo parcial, 35% dos quais se dedicam, também, ao voluntariado, várias vezes por ano.
Através de inquéritos, os cientistas procuraram "compreender a relação entre o voluntariado e a saúde" com vista a apurar se esta prática pode funcionar como "um recurso psicossocial, contribuindo para um maior balanço entre a vida pessoal e profissional e, em última instância, para uma melhor saúde". 
Os participantes no estudo responderam a questões sobre a exigência do emprego e a sua perceção acerca do equilíbrio entre vida e trabalho. Além disso, a equipa de investigadores procurou, também, medir os seus níveis de 'stress' cansaço associados à atividade profissional. 
O estudo provou que os que indivíduos que praticavam voluntariado apresentavam níveis inferiores de 'stress' e tinham menor probabilidade de se sentir exaustos no trabalho.


Os voluntários relataram, também, uma maior sensação de equilíbrio entre vida profissional e pessoal em comparação com os que não tinham por hábito fazer voluntariado.
"Embora consuma energia e tempo, o voluntariado pode contribuir para uma maior sensação de equilíibrio entre os trabalhadores, o que, por sua vez, pode influenciar positivamente a saúde", afirmam os autores da investigação.


Esta não é a primeira vez que os benefícios do voluntariado para a saúde são comprovados pela ciência. Em 2013, a Universidade de Harvard revelou que ser voluntário faz bem ao corpo e à mente e contribui, até, para baixar a tensão arterial, para aumentar a longevidade e para diminuir os sentimentos de solidão e depressão. 

http://boasnoticias.pt/noticias_Fazer-voluntariado-alivia-o-stress-e-o-cansa%C3%A7o_22620.html?page=0

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

GESTÃO DE VOLUNTARIADO

No que é que não podemos falhar

quando trabalhamos com voluntários?


De acordo com o conhecimento que se vai construindo, os pronunciamentos institucionais e pessoais que surgem, e o enquadramento jurídico do voluntariado que, por exemplo em Portugal se consubstancia principalmente na Lei 71/98 regulamentada pelo Decreto-Lei 389/99, o voluntariado é “o conjunto de ações de interesse social e comunitário, realizadas de forma desinteressada por pessoas, no âmbito de projetos, programas e outras formas de intervenção ao serviço dos indivíduos, das famílias e da comunidade desenvolvidos sem fins lucrativos por entidades públicas ou privadas”; e o voluntário ”é o indivíduo que de forma livre, desinteressada e responsável se compromete, de acordo com as suas aptidões próprias e no seu tempo livre, a realizar ações de voluntariado no âmbito de uma organização promotora ([i])”.
Em síntese, o voluntariado é um serviço realizado por pessoas em benefício de pessoas, famílias e comunidades. E a pessoa voluntária realiza esse serviço na linha da concretização da missão do voluntariado “como expressão do exercício livre de uma cidadania ativa e solidária”, e norteada por sete princípios: “a solidariedade, a participação, a cooperação, a complementaridade, a gratuitidade, a responsabilidade e a convergência ([ii])”.
O voluntariado não é uma atividade free-lancer ou liberal. O voluntariado é uma atividade solidária que se realiza em contexto de projeto ou de programa, com o enquadramento dado por uma direção técnica ou por uma coordenação, em uma organização, a “organização promotora”.
Sendo a “gestão de recursos humanos, gestão de pessoas ou administração de recursos humanos, também conhecida por RH, e uma associação de habilidades e métodos, políticas, técnicas e práticas definidas com objetivo de administrar os comportamentos internos e potencializar o capital humano, ela tem por finalidade selecionar, gerir e nortear os colaboradores na direção dos objetivos e metas da organização ([iii])”. Temas como “expectativas e atitudes em relação ao trabalho, motivação, participação, liderança, comunicação, conflito, poder, influência, qualificação, produtividade ([iv])”, se são caros aos RH, são-no também sem sombra de dúvida quando se trata de gestão de voluntariado ou de voluntários.
Por um lado, a atividade de voluntariado é muitas vezes parte da atividade geral das organizações, por outro, em muitas outras situações organizacionais, ela é mesmo a atividade preponderante, como no caso do voluntariado que se realiza no campo da saúde.
O voluntariado no campo da saúde é, em Portugal e no mundo, um serviço voluntário, com especificidades muito próprias. Se é sempre um serviço realizado por pessoas em benefício de pessoas, os beneficiários ou população alvo, é sempre constituída por pessoas em situação de enfermidade, aguda ou grave, de sofrimento físico ou psicológico, de debilidade ou vulnerabilidade, de carência e de diminuição de capacidade de utilização dos serviços de saúde ou de respostas sociais.
Os voluntários no campo da saúde, em complemento e em cooperação com os outros colaboradores das unidades de saúde e das respostas sociais, são quase sempre, autênticos artesãos da solidariedade gratuita e disponível, da ajuda aconchegada, e da escuta ativa, cujo objetivo é a promoção e a concretização do bem-estar pessoal, social e espiritual de quantas pessoas acolhem ou os procuram. Por aqui passa a grande missão do voluntariado do campo da saúde e respetivos voluntários: humanizar.
Se também no campo da saúde, é importante que o voluntariado se encontre organizado, também é fundamental que aqui exista uma verdadeira gestão dos recursos humanos voluntários, sabendo-se que nesta área de atividade existem particularidades que devem ser tidas em boa conta como por exemplo, a ausência de benefício financeiro para os voluntários.
No campo saúde, há e sempre têm havido, exigências muito claras e sérias no que concerne aos RH. Desde a verdadeira preocupação com o recrutamento e seleção, passando pela formação e capacitação, assim como no que respeita à integração em equipas, ao acompanhamento, à avaliação e à certificação.
Mas os voluntários do campo da saúde, são também e com muita qualidade, verdadeiros “servidores” e construtores de relações. A atividade destes voluntários, é fundamentalmente, uma atividade de relação interpessoal, seja com outros colaboradores, seja com doentes, seja com os diversos utilizadores dos serviços de saúde e das respostas sociais. É uma atividade que “trabalha” no âmbito dos sentimentos e das emoções, e da procura de bem-estar dos beneficiários, também a este nível. É uma atividade que requer da parte dos voluntários, o melhor e mais assertivo desempenho com vista à obtenção de resultados de excelência na satisfação de todos os intervenientes, pessoais e organizacionais.
No âmbito da RH, as organizações que enquadram voluntários, especialmente aquelas em que a atividade daqueles é sobretudo de construção e promoção de relações interpessoais de qualidade, e de acolhimento de pessoas em situação de fragilidade física e emocional, como no campo da saúde, devem enfatizar o aspeto do acompanhamento psicológico aos seus voluntários. Se em nenhum aspeto RH é suposto falhar, refuto de muito mas mesmo muito importante o acompanhamento que referi, na linha da gestão dos sentimentos e do equilíbrio emocional dos próprios voluntários, e claro, a promoção de medidas nesse sentido com vista à existência de melhores voluntários e melhor serviço voluntário às pessoas, nomeadamente no campo da saúde.
Porto, 4 de fevereiro de 2015
João António Pereira
Presidente da Federação Nacional de Voluntariado em Saúde




[i] Lei 71/98.
[ii] Idem.
[iii] https://pt.wikipedia.org/wiki/Gest%C3%A3o_de_recursos_humanos
[iv] Idem.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

DIA MUNDIAL DO DOENTE

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O
XXIII DIA MUNDIAL DO DOENTE 
(11 DE FEVEREIRO DE 2015)
«Sapientia cordis.
“Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo” (Jó 29, 15)»
 Queridos irmãos e irmãs,
 Por ocasião do XXIII Dia Mundial do Doente, instituído por São João Paulo II, dirijo-me a todos vós que carregais o peso da doença, encontrando-vos de várias maneiras unidos à carne de Cristo sofredor, bem como a vós, profissionais e voluntários no campo da saúde.
O tema deste ano convida-nos a meditar uma frase do livro de Jó: «Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo» (29, 15). Gostaria de o fazer na perspectiva da «sapientia cordis», da sabedoria do coração.
1. Esta sabedoria não é um conhecimento teórico, abstrato, fruto de raciocínios; antes, como a descreve São Tiago na sua Carta, é «pura (…), pacífica, indulgente, dócil, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem hipocrisia» (3, 17). Trata-se, por conseguinte, de uma disposição infundida pelo Espírito Santo na mente e no coração de quem sabe abrir-se ao sofrimento dos irmãos e neles reconhece a imagem de Deus. Por isso, façamos nossa esta invocação do Salmo: «Ensina-nos a contar assim os nossos dias, / para podermos chegar à sabedoria do coração» (Sal 90/89, 12). Nesta sapientia cordis, que é dom de Deus, podemos resumir os frutos do Dia Mundial do Doente. 
2. Sabedoria do coração é servir o irmão. No discurso de Jó que contém as palavras «eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo», evidencia-se a dimensão de serviço aos necessitados por parte deste homem justo, que goza de uma certa autoridade e ocupa um lugar de destaque entre os anciãos da cidade. A sua estatura moral manifesta-se no serviço ao pobre que pede ajuda, bem como no cuidado do órfão e da viúva (cf. 29, 12-13).
Também hoje quantos cristãos dão testemunho – não com as palavras mas com a sua vida radicada numa fé genuína – de ser «os olhos do cego» e «os pés para o coxo»! Pessoas que permanecem junto dos doentes que precisam de assistência contínua, de ajuda para se lavar, vestir e alimentar. Este serviço, especialmente quando se prolonga no tempo, pode tornar-se cansativo e pesado; é relativamente fácil servir alguns dias, mas torna-se difícil cuidar de uma pessoa durante meses ou até anos, inclusive quando ela já não é capaz de agradecer. E, no entanto, que grande caminho de santificação é este! Em tais momentos, pode-se contar de modo particular com a proximidade do Senhor, sendo também de especial apoio à missão da Igreja.
3. Sabedoria do coração é estar com o irmão. O tempo gasto junto do doente é um tempo santo. É louvor a Deus, que nos configura à imagem do seu Filho, que «não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão» (Mt 20, 28). Foi o próprio Jesus que o disse: «Eu estou no meio de vós como aquele que serve» (Lc 22, 27).
Com fé viva, peçamos ao Espírito Santo que nos conceda a graça de compreender o valor do acompanhamento, muitas vezes silencioso, que nos leva a dedicar tempo a estas irmãs e a estes irmãos que, graças à nossa proximidade e ao nosso afeto, se sentem mais amados e confortados. E, ao invés, que grande mentira se esconde por trás de certas expressões que insistem muito sobre a «qualidade da vida» para fazer crer que as vidas gravemente afectadas pela doença não mereceriam ser vividas!
4. Sabedoria do coração é sair de si ao encontro do irmão. Às vezes, o nosso mundo esquece o valor especial que tem o tempo gasto à cabeceira do doente, porque, obcecados pela rapidez, pelo frenesi do fazer e do produzir, esquece-se a dimensão da gratuidade, do prestar cuidados, do encarregar-se do outro. No fundo, por detrás desta atitude, há muitas vezes uma fé morna, que esqueceu a palavra do Senhor que diz: «a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40).
Por isso, gostaria de recordar uma vez mais a «absoluta prioridade da “saída de si próprio para o irmão”, como um dos dois mandamentos principais que fundamentam toda a norma moral e como o sinal mais claro para discernir sobre o caminho de crescimento espiritual em resposta à doação absolutamente gratuita de Deus» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 179). É da própria natureza missionária da Igreja que brotam «a caridade efectiva para com o próximo, a compaixão que compreende, assiste e promove» (Ibid., 179).
5. Sabedoria do coração é ser solidário com o irmão, sem o julgar. A caridade precisa de tempo. Tempo para cuidar dos doentes e tempo para os visitar. Tempo para estar junto deles, como fizeram os amigos de Jó: «Ficaram sentados no chão, ao lado dele, sete dias e sete noites, sem lhe dizer palavra, pois viram que a sua dor era demasiado grande» (Job 2, 13). Mas, dentro de si mesmos, os amigos de Jó escondiam um juízo negativo acerca dele: pensavam que a sua infelicidade fosse o castigo de Deus por alguma culpa dele. Pelo contrário, a verdadeira caridade é partilha que não julga, que não tem a pretensão de converter o outro; está livre daquela falsa humildade que, fundamentalmente, busca aprovação e se compraz com o bem realizado.
A experiência de Jó só encontra a sua resposta autêntica na Cruz de Jesus, ato supremo de solidariedade de Deus para connosco, totalmente gratuito, totalmente misericordioso. E esta resposta de amor ao drama do sofrimento humano, especialmente do sofrimento inocente, permanece para sempre gravada no corpo de Cristo ressuscitado, naquelas suas chagas gloriosas que são escândalo para a fé, mas também verificação da fé (cf. Homilia na canonização de João XXIII e João Paulo II, 27 de Abril de 2014).
Mesmo quando a doença, a solidão e a incapacidade levam a melhor sobre a nossa vida de doação, a experiência do sofrimento pode tornar-se lugar privilegiado da transmissão da graça e fonte para adquirir e fortalecer a sapientia cordis. Por isso se compreende como Jó, no fim da sua experiência, pôde afirmar dirigindo-se a Deus: «Os meus ouvidos tinham ouvido falar de Ti, mas agora vêem-Te os meus próprios olhos» (42, 5). Também as pessoas imersas no mistério do sofrimento e da dor, se acolhido na fé, podem tornar-se testemunhas vivas duma fé que permite abraçar o próprio sofrimento, ainda que o homem não seja capaz, pela própria inteligência, de o compreender até ao fundo.
6. Confio este Dia Mundial do Doente à proteção materna de Maria, que acolheu no ventre e gerou a Sabedoria encarnada, Jesus Cristo, nosso Senhor.
Ó Maria, Sede da Sabedoria, intercedei como nossa Mãe por todos os doentes e quantos cuidam deles. Fazei que possamos, no serviço ao próximo sofredor e através da própria experiência do sofrimento, acolher e fazer crescer em nós a verdadeira sabedoria do coração.
Acompanho esta súplica por todos vós com a minha Bênção Apostólica.
Vaticano, 3 de Dezembro – Memória de São Francisco Xavier – do ano 2014.
 Franciscus


sábado, 3 de janeiro de 2015

VOLUNTARIADO HOSPITALAR EM PORTIMÃO

Nestes tempos de mudanças, tão difíceis para todos, assiste-se a uma maior participação das pessoas para que, com a sua disponibilidade e dedicação, possam contribuir para o bem-estar daqueles para quem as dificuldades já são parte da sua vida há muito tempo.
Receber e transmitir amor é fundamental para o equilíbrio de cada voluntário e nada melhor que vivê-lo nas mais diversas formas.
Chegada a uma fase da vida livre das responsabilidades laborais e com maior disponibilidade de tempo, sentimos necessidade de abraçar novas tarefas.
Tento impor a mim própria uma filosofia de vida onde continuar a ser útil aos outros é também um dos caminhos de realização pessoal.
Sou uma privilegiada por estar ao serviço do voluntariado 
hospitalar – Associação Elos de Esperança no CHA- Unidade de Portimão -, porque me enriquece humanamente dando-me aos outros.
Faz-me crescer a necessidade de aparecer na vida dos outros com um sorriso de esperança, sorriso que valorizo bastante.
Respeito muito, e cada vez mais, a dor alheia. E são tão complexos os caminhos e contornos da dor!
Como dizia Saint-Exupéry, «aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós».
Comemora-se no dia 5 de dezembro o Dia Internacional do Voluntariado. Os dias internacionais servem para trazer temas para a ordem do dia.
Servem para fazer balanços, para valorizar o trabalho de muitos voluntários que constroem o país e a coesão social sem se fazerem notar. Hoje celebra-se esta dádiva: a da entrega gratuita ao outro.
Por curiosidade, na nossa associação, Elos de Esperança, de janeiro a outubro do corrente ano, na Unidade Hospitalar de Portimão, nos diversos serviços hospitalares, os nossos voluntários, totalizaram 21761 horas de trabalho ativo. Em outubro, os 123 voluntários ativos, totalizaram 2178 horas de serviço. Sem dúvida que somos uma gota no oceano.
Mas, como dizia Madre Teresa de Calcutá, sem essa gota o oceano seria bem diferente.
O voluntário é um cidadão com mestrado. Mestrado em generosidade, em paciência, em desprendimento.
Como diz Agustina Bessa Luís, «o voluntariado não é uma ocupação é uma travessia na noite onde se inventa o dia seguinte».
De uma coisa estamos certos, «desta vida nada se leva… a não ser a vida que se leva…só se deixa…; então, deixamos o nosso melhor.…O nosso melhor sorriso…, o nosso maior abraço…, a nossa melhor história…, a nossa melhor intenção…, toda a nossa compreensão e, do nosso amor, a maior porção.
Só queremos ficar na memória de alguém como outro alguém que era do Bem».

Fernanda Teixeira, Presidente da Associação Elos de Esperança / 7 de Dezembro de 2014

Transcrição incompleta a partir de: http://www.barlavento.pt/index.php/noticia?id=62447 / Tribuna Livre