quinta-feira, 19 de março de 2015

PELOS CAMINHOS DO VOLUNTARIADO!...........

Voluntários vão 'vigiar' lixo na rua em Lisboa
Lumiar vai ter projeto-piloto que aposta na prevenção para reafirmar que "Lisboa é Linda". Objetivo da câmara municipal é que iniciativa seja "progressivamente" alargada às restantes freguesias da cidade.
António Sequeira, antigo secretário-geral da Federação Portuguesa de Futebol e há 40 anos residente no Lumiar, esperou sempre que "alguém pegasse" na ideia que lançou a 7 de maio, na reunião descentralizada do executivo municipal naquela freguesia, para que fosse criada "uma organização de voluntários para melhorar as condições de higiene das ruas" da capital. Na manhã desta quarta-feira, esteve presente na sessão da apresentação do "Lisboa é Linda" - uma iniciativa inserida na programação da Lisboa: Capital Europeia do Voluntariado'2015 e que dá forma à proposta que fez publicamente há cerca de dez meses.
O objetivo, ressalvou aos jornalistas Duarte Cordeiro, vereador da Higiene Urbana, não é que os voluntários recolham o lixo depositado nas ruas, mas sim que ajudem, através dos seus alertas, os trabalhadores do município e da Junta de Freguesia do Lumiar a identificar locais em que, por exemplo, os sacos se acumulam em torno de ecopontos, no passeio ou perto de um estabelecimento comercial.
Na prática, explicou ao DN o presidente da maior freguesia de Lisboa, Pedro Delgado Alves, trata-se de ter "uma bolsa de pessoas" que podem, em certas ocasiões, ser chamadas a ter uma maior atenção ao lixo depositado na rua, devido à previsão de que este aumente. Exemplo disso são os dias em que há greve dos trabalhadores da higiene urbana, a época dos Santos Populares (em junho), a quadra natalícia ou, até, as datas em que a equipa de futebol do Sporting joga no Estádio Alvalade XXI, situado nos limites da freguesia.
Além disso, os voluntários podem ainda participar em ações de sensibilização - nomeadamente junto das escolas públicas e privadas sediadas no Lumiar - e atividades pontuais de limpeza, como a "Caça ao Lixo" que irá decorrer no próximo sábado no Bairro da Cruz Vermelha. A iniciativa estava já programada e antecede em cerca de um mês o início oficial do projeto-piloto a que qualquer pessoa pode aderir, bastando para tal inscrever-se no Banco de Voluntariado para a Cidade de Lisboa.
Para já, o "Lisboa é Linda" está circunscrito ao território do Lumiar, mas, segundo Duarte Cordeiro, a intenção da autarquia é que o projeto seja "progressiva e paulatinamente" alargado às restantes 23 freguesias de Lisboa. "O Lumiar dá um exemplo que faz sentido na cidade inteira", frisou durante a apresentação que decorreu no Jardim de Inverno da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL), a poucos metros do local onde, em maio, António Sequeira propusera a iniciativa.
"Às vezes, o voluntariado também é isto: agarrar as oportunidades e desenvolver a oportunidade de fazer melhor", rematou o vereador dos Direitos Sociais na câmara municipal, João Afonso.
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terça-feira, 17 de março de 2015

AMIGO NÃO É QUALQUER UM

AMIGO NÃO É QUALQUER UM 


É tão bom ter um amigo 
Que nos dê a devida atenção 
Que esteja sempre contigo 
E te conforte o coração 


Pode ser do Sul ou do Norte 
É irrelevante esse pormenor 
Que nos traga sempre sorte 
E deseje o nosso melhor 


Pode ser de qualquer País 
Importante é que te faça feliz 
Que te ampare e te proteja 


Que todos os dias diga presente 
Provando que é boa gente 
É isso que todo o mundo deseja 


JORGE BRITES 

JORNADAS DE VOLUNTARIADO - VILA NOVA DE FAMALICÃO


segunda-feira, 16 de março de 2015

QUANDO..........

Quando…

Quando em certos dias te sentes sozinho e necessitas de uma mão amiga... 
Aqui estou, toma a minha! 

Quando uma lágrima escorre e não encontras um lenço para enxugá-la... 
Aqui estou, toma o meu!| 

Quando te sentes um NADA e não sabes como sorrir... 
Aqui estou, toma o meu riso! 

Quando a distância de todos te faz sentir um vazio... 
Aqui estou, perto de ti! 

Quando te encontras sem força, para enfrentar cada um dos teus dias... 
Aqui estou, sou valentia! 

E quando não queres falar porque as palavras fugiram de ti... 
Aqui estou, sou silêncio! 

Quando somente necessitas que alguém se sente ao teu lado... 
Aqui estou, sou companhia! 

Quando o frio te invade e necessitas calor em teus ombros... 
Aqui estou, toma meu abraço! 

Quando queres chorar sem dizer nada porque a dor te impede... 
Aqui estou, sou teu porto seguro! 

Quando queres espalhar alegria porque és feliz... 
Aqui estou, faz-me feliz! 

Não vejas meus defeitos, não repares nas minhas inúmeras fraquezas, 
Toma o que necessitas de mim... 
Aqui estou, sou TEU AMIGO! 


JORGE BRITES

sábado, 28 de fevereiro de 2015

FAZER VOLUNTARIADO ALIVIA O STRESS

Fazer voluntariado alivia o 'stress'

Ajudar os outros ajuda-nos, também, a nós próprios. A conclusão é de um novo estudo internacional que revela que fazer voluntariado contribui para reduzir o 'stress' e a exaustão associados ao trabalho, aumentando o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.
A investigação publicada este mês na revista científica Journal of Occupational and Environmental Medicine, debruçou-se sobre 746 trabalhadores suíços que exercem funções a tempo inteiro e a tempo parcial, 35% dos quais se dedicam, também, ao voluntariado, várias vezes por ano.
Através de inquéritos, os cientistas procuraram "compreender a relação entre o voluntariado e a saúde" com vista a apurar se esta prática pode funcionar como "um recurso psicossocial, contribuindo para um maior balanço entre a vida pessoal e profissional e, em última instância, para uma melhor saúde". 
Os participantes no estudo responderam a questões sobre a exigência do emprego e a sua perceção acerca do equilíbrio entre vida e trabalho. Além disso, a equipa de investigadores procurou, também, medir os seus níveis de 'stress' cansaço associados à atividade profissional. 
O estudo provou que os que indivíduos que praticavam voluntariado apresentavam níveis inferiores de 'stress' e tinham menor probabilidade de se sentir exaustos no trabalho.


Os voluntários relataram, também, uma maior sensação de equilíbrio entre vida profissional e pessoal em comparação com os que não tinham por hábito fazer voluntariado.
"Embora consuma energia e tempo, o voluntariado pode contribuir para uma maior sensação de equilíibrio entre os trabalhadores, o que, por sua vez, pode influenciar positivamente a saúde", afirmam os autores da investigação.


Esta não é a primeira vez que os benefícios do voluntariado para a saúde são comprovados pela ciência. Em 2013, a Universidade de Harvard revelou que ser voluntário faz bem ao corpo e à mente e contribui, até, para baixar a tensão arterial, para aumentar a longevidade e para diminuir os sentimentos de solidão e depressão. 

http://boasnoticias.pt/noticias_Fazer-voluntariado-alivia-o-stress-e-o-cansa%C3%A7o_22620.html?page=0

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

GESTÃO DE VOLUNTARIADO

No que é que não podemos falhar

quando trabalhamos com voluntários?


De acordo com o conhecimento que se vai construindo, os pronunciamentos institucionais e pessoais que surgem, e o enquadramento jurídico do voluntariado que, por exemplo em Portugal se consubstancia principalmente na Lei 71/98 regulamentada pelo Decreto-Lei 389/99, o voluntariado é “o conjunto de ações de interesse social e comunitário, realizadas de forma desinteressada por pessoas, no âmbito de projetos, programas e outras formas de intervenção ao serviço dos indivíduos, das famílias e da comunidade desenvolvidos sem fins lucrativos por entidades públicas ou privadas”; e o voluntário ”é o indivíduo que de forma livre, desinteressada e responsável se compromete, de acordo com as suas aptidões próprias e no seu tempo livre, a realizar ações de voluntariado no âmbito de uma organização promotora ([i])”.
Em síntese, o voluntariado é um serviço realizado por pessoas em benefício de pessoas, famílias e comunidades. E a pessoa voluntária realiza esse serviço na linha da concretização da missão do voluntariado “como expressão do exercício livre de uma cidadania ativa e solidária”, e norteada por sete princípios: “a solidariedade, a participação, a cooperação, a complementaridade, a gratuitidade, a responsabilidade e a convergência ([ii])”.
O voluntariado não é uma atividade free-lancer ou liberal. O voluntariado é uma atividade solidária que se realiza em contexto de projeto ou de programa, com o enquadramento dado por uma direção técnica ou por uma coordenação, em uma organização, a “organização promotora”.
Sendo a “gestão de recursos humanos, gestão de pessoas ou administração de recursos humanos, também conhecida por RH, e uma associação de habilidades e métodos, políticas, técnicas e práticas definidas com objetivo de administrar os comportamentos internos e potencializar o capital humano, ela tem por finalidade selecionar, gerir e nortear os colaboradores na direção dos objetivos e metas da organização ([iii])”. Temas como “expectativas e atitudes em relação ao trabalho, motivação, participação, liderança, comunicação, conflito, poder, influência, qualificação, produtividade ([iv])”, se são caros aos RH, são-no também sem sombra de dúvida quando se trata de gestão de voluntariado ou de voluntários.
Por um lado, a atividade de voluntariado é muitas vezes parte da atividade geral das organizações, por outro, em muitas outras situações organizacionais, ela é mesmo a atividade preponderante, como no caso do voluntariado que se realiza no campo da saúde.
O voluntariado no campo da saúde é, em Portugal e no mundo, um serviço voluntário, com especificidades muito próprias. Se é sempre um serviço realizado por pessoas em benefício de pessoas, os beneficiários ou população alvo, é sempre constituída por pessoas em situação de enfermidade, aguda ou grave, de sofrimento físico ou psicológico, de debilidade ou vulnerabilidade, de carência e de diminuição de capacidade de utilização dos serviços de saúde ou de respostas sociais.
Os voluntários no campo da saúde, em complemento e em cooperação com os outros colaboradores das unidades de saúde e das respostas sociais, são quase sempre, autênticos artesãos da solidariedade gratuita e disponível, da ajuda aconchegada, e da escuta ativa, cujo objetivo é a promoção e a concretização do bem-estar pessoal, social e espiritual de quantas pessoas acolhem ou os procuram. Por aqui passa a grande missão do voluntariado do campo da saúde e respetivos voluntários: humanizar.
Se também no campo da saúde, é importante que o voluntariado se encontre organizado, também é fundamental que aqui exista uma verdadeira gestão dos recursos humanos voluntários, sabendo-se que nesta área de atividade existem particularidades que devem ser tidas em boa conta como por exemplo, a ausência de benefício financeiro para os voluntários.
No campo saúde, há e sempre têm havido, exigências muito claras e sérias no que concerne aos RH. Desde a verdadeira preocupação com o recrutamento e seleção, passando pela formação e capacitação, assim como no que respeita à integração em equipas, ao acompanhamento, à avaliação e à certificação.
Mas os voluntários do campo da saúde, são também e com muita qualidade, verdadeiros “servidores” e construtores de relações. A atividade destes voluntários, é fundamentalmente, uma atividade de relação interpessoal, seja com outros colaboradores, seja com doentes, seja com os diversos utilizadores dos serviços de saúde e das respostas sociais. É uma atividade que “trabalha” no âmbito dos sentimentos e das emoções, e da procura de bem-estar dos beneficiários, também a este nível. É uma atividade que requer da parte dos voluntários, o melhor e mais assertivo desempenho com vista à obtenção de resultados de excelência na satisfação de todos os intervenientes, pessoais e organizacionais.
No âmbito da RH, as organizações que enquadram voluntários, especialmente aquelas em que a atividade daqueles é sobretudo de construção e promoção de relações interpessoais de qualidade, e de acolhimento de pessoas em situação de fragilidade física e emocional, como no campo da saúde, devem enfatizar o aspeto do acompanhamento psicológico aos seus voluntários. Se em nenhum aspeto RH é suposto falhar, refuto de muito mas mesmo muito importante o acompanhamento que referi, na linha da gestão dos sentimentos e do equilíbrio emocional dos próprios voluntários, e claro, a promoção de medidas nesse sentido com vista à existência de melhores voluntários e melhor serviço voluntário às pessoas, nomeadamente no campo da saúde.
Porto, 4 de fevereiro de 2015
João António Pereira
Presidente da Federação Nacional de Voluntariado em Saúde




[i] Lei 71/98.
[ii] Idem.
[iii] https://pt.wikipedia.org/wiki/Gest%C3%A3o_de_recursos_humanos
[iv] Idem.