terça-feira, 21 de abril de 2015

Pelos caminhos do voluntariado.............

Alunos fazem voluntariado nas bibliotecas escolares e dão explicações a colegas
Nas bibliotecas escolares há alunos que fazem voluntariado, ajudam os colegas que têm mais dificuldades nas disciplinas e até conseguem impor silêncio mesmo quando estão perante estudantes mais velhos.
Sentadas atrás da secretária à entrada da biblioteca da Escola Básica Galopim de Carvalho, Raquel e Yara, alunas do 6.º ano, vão registando as requisições de livros e computadores dos colegas e assegurando que as regras da sala são cumpridas.
No ano passado, candidataram-se ao cargo de monitoras, fizeram um curso de formação, estagiaram e foram selecionadas. Agora fazem parte do grupo de 90 alunos monitores (35 são este ano estagiários) que vão garantindo o normal funcionamento do espaço.
“Faço requisições, dou chaves de cacifos para os pertences e faço rondas para saber se está toda a gente a portar-se bem”, resumiu Raquel, que garante querer continuar a fazer estas tarefas.
Quando há distúrbios, os voluntários avançam: “Alguns entram e eu já sei que se vão portar ligeiramente mais mal. Quando se portam mal eu mando calar e, se não me obedecerem, chamo a Dona Teresa ou a professora Fátima”, contou Yara, desdramatizando os casos pontuais de mau comportamento.
Numa escola com 727 alunos, a biblioteca regista mais de três mil entradas por mês, segundo a professora bibliotecária, Fátima Rocha, que mostra orgulhosa a tabuleta de “Lotação Esgotada” que, por vezes, têm de pôr à entrada.
Uma das razões para a elevada afluência prende-se com as mudanças registadas nos últimos anos: as gigantescas estantes de livros trancadas à chave a que só as bibliotecárias tinham acesso deram lugar a móveis de prateleiras baixinhas, acessíveis a todos; agora há também revistas, computadores e tablets, além dos tradicionais livros, e o silêncio deu lugar ao burburinho dos alunos que podem trocar ideias, conversar, ouvir música ou ver um filme.
Esta transformação é o resultado do trabalho desenvolvido pela Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) e pelas obras do programa "Parque Escolar". Agora, muitos destes espaços enchem-se de alunos, como o Francisco que gosta de ler revistas e jogar: "No recreio brinco e nos tempos livres, quando acabam as aulas, venho para aqui", contou à Lusa.
“Acredito que ainda há muita gente que tem a ideia daquele espaço antigo, mas os tempos mudaram e as bibliotecas também”, lembrou Isabel Mendinhos, coordenadora interconcelhia das Bibliotecas Escolares, sublinhando que “já não reina um silêncio absoluto”, porque agora é “um local de aprendizagem onde os alunos colaboram entre si e com os professores”.
Uma das tarefas de alguns voluntários é precisamente ajudar os alunos com mais dificuldades nas aulas, como é o caso de João Natário, do 8.º ano, que aderiu a esse programa da RBE que foi este ano aplicado na sua escola.
“Normalmente costumo ajudar os alunos com mais dificuldades nos TPC e a fazer pesquisas nos computadores”, contou à Lusa o aluno, garantindo que alguns colegas já subiram as notas. “Os outros… já se sabe como é que é”, desabafou.
Isabel Mendinhos falou no sucesso do projeto de explicações interpares que começou no agrupamento de escolas de Mem Martins, onde já se registaram “melhorias nas aprendizagens e nos resultados escolares”.
A escola do Cacém é apenas uma das muitas onde os alunos são monitores, graças ao projeto da RBE, um organismo criado há 19 anos com o objetivo de instalar e desenvolver as bibliotecas nos estabelecimentos de ensino.
Com um orçamento anual de cerca de 400 mil euros, a coordenadora Nacional da RBE, Manuela Pargana da Silva, diz que existem atualmente 2420 bibliotecas ligadas em rede, o que permite trocar experiências e replicar as melhores práticas, como a dos voluntários e das explicações interpares.
João Natário passa as tardes entre os livros e computadores, na biblioteca, e garante estar sempre disponível para os colegas. “Se alguém precisar, pode vir cá pedir ajuda”.

Há crianças a lerem para colegas como gente grande 

Bruna descobriu o prazer da leitura aos 8 anos, quando começou a contar histórias aos meninos do jardim-de-infância pela mão da professora que decidiu que os seus alunos iriam ler para os mais novos, aderindo a um programa da Rede de Bibliotecas Escolares.
Todas as quartas-feiras, à hora do almoço, os mais pequenos dirigem-se à biblioteca da Escola Básica Gomes Ferreira de Andrade, em Oeiras, para ouvir mais uma história contada pelos “meninos crescidos”.
Os “meninos crescidos” são alunos do 3.º B e têm apenas 8 anos, mas encaram esta missão como gente grande: são eles que escolhem os livros, que distribuem as personagens entre si e que ensaiam a leitura, garante a professora Carla Fernandes.
O que se passa nesta escola de Oeiras repete-se em muitas outras, onde alunos do 3.º e 4.º anos de escolaridade leem em voz alta para os mais novos, que podem ser meninos do jardim-de-infância ou alunos do 1.º e 2.º anos, graças a um projeto da biblioteca escolar destinado a conquistar os mais pequeninos para a leitura, desenvolver a expressão oral e partilhar palavras e histórias.
É entre os livros que têm em casa, na sala de aula ou na biblioteca escolar que os mais velhos decidem o que querem dar a conhecer aos colegas. “Depois, no recreio ou na sala preparamos as personagens”, contou à Lusa Afonso Lourenço, aluno da sala de Carla Fernandes.
A professora garante que muitos alunos levam os livros para o intervalo, onde “livremente treinam a leitura” para depois terem sucesso na apresentação aos mais pequenos.
“Eu gosto de ouvir os meninos crescidos, porque eles contam bem e nunca têm vergonha”, diz Lara, que esteve atenta durante as três leituras feitas esta quarta-feira na biblioteca da escola.
Com 6 anos, Lara ainda não domina a leitura, mas diz que o pai já a está a ensinar e que consegue “ler” um livro inteiro: “Sei `Os cães não dançam ballet´ mas só com o livro, sem o livro não consigo”, explica.
Matilde Coimbra, aluna do 3.º B, selecionou uma das histórias da semana: “Eu escolhi o Coelhinho Branco porque no 1.º ano já tínhamos lido e gostei.”
A professora, que decidiu avançar com este projeto no âmbito da Rede de Bibliotecas Escolares, garante que os seus alunos “estão praticamente autónomos a fazer este tipo de atividades” e que agora “dão menos erros, fazem melhor os diálogos e são mais imaginativos”.
Porque os livros têm um número limite de personagens, os alunos organizam-se em pequenos grupos e registam-se para conseguir ir ler. “Já tenho inscrições quase até ao fim do ano letivo”, garantiu orgulhosa Carla Fernandes.
Este é um dos muitos projetos da Rede de Bibliotecas Escolares, que pretende estimular o gosto pelos livros e parece estar a resultar. “Antes eu não gostava muito de ler, era um bocado chato, mas agora já comecei a gostar”, desabafou Bruna Roque, que esta semana fez parte do grupo que leu o Coelhinho Branco.
A coordenadora nacional da Rede de Bibliotecas Escolares, Manuela Pargana Silva, diz que é nestas idades que “os alunos começam a criar hábitos de procura de biblioteca que vão continuando nos outros níveis etários” e sabe que, por volta do 7.º ano, muitos alunos abandonam essa rotina “porque aparecem outros interesses”.
“Mas depois há um retorno”, garante Manuela Pargana Silva, que não tem dúvidas que esse regresso se consegue cultivando o gosto pela leitura desde cedo.
http://www.educare.pt/noticias/noticia/ver/?id=36504&langid=1

quinta-feira, 19 de março de 2015

PELOS CAMINHOS DO VOLUNTARIADO!...........

Voluntários vão 'vigiar' lixo na rua em Lisboa
Lumiar vai ter projeto-piloto que aposta na prevenção para reafirmar que "Lisboa é Linda". Objetivo da câmara municipal é que iniciativa seja "progressivamente" alargada às restantes freguesias da cidade.
António Sequeira, antigo secretário-geral da Federação Portuguesa de Futebol e há 40 anos residente no Lumiar, esperou sempre que "alguém pegasse" na ideia que lançou a 7 de maio, na reunião descentralizada do executivo municipal naquela freguesia, para que fosse criada "uma organização de voluntários para melhorar as condições de higiene das ruas" da capital. Na manhã desta quarta-feira, esteve presente na sessão da apresentação do "Lisboa é Linda" - uma iniciativa inserida na programação da Lisboa: Capital Europeia do Voluntariado'2015 e que dá forma à proposta que fez publicamente há cerca de dez meses.
O objetivo, ressalvou aos jornalistas Duarte Cordeiro, vereador da Higiene Urbana, não é que os voluntários recolham o lixo depositado nas ruas, mas sim que ajudem, através dos seus alertas, os trabalhadores do município e da Junta de Freguesia do Lumiar a identificar locais em que, por exemplo, os sacos se acumulam em torno de ecopontos, no passeio ou perto de um estabelecimento comercial.
Na prática, explicou ao DN o presidente da maior freguesia de Lisboa, Pedro Delgado Alves, trata-se de ter "uma bolsa de pessoas" que podem, em certas ocasiões, ser chamadas a ter uma maior atenção ao lixo depositado na rua, devido à previsão de que este aumente. Exemplo disso são os dias em que há greve dos trabalhadores da higiene urbana, a época dos Santos Populares (em junho), a quadra natalícia ou, até, as datas em que a equipa de futebol do Sporting joga no Estádio Alvalade XXI, situado nos limites da freguesia.
Além disso, os voluntários podem ainda participar em ações de sensibilização - nomeadamente junto das escolas públicas e privadas sediadas no Lumiar - e atividades pontuais de limpeza, como a "Caça ao Lixo" que irá decorrer no próximo sábado no Bairro da Cruz Vermelha. A iniciativa estava já programada e antecede em cerca de um mês o início oficial do projeto-piloto a que qualquer pessoa pode aderir, bastando para tal inscrever-se no Banco de Voluntariado para a Cidade de Lisboa.
Para já, o "Lisboa é Linda" está circunscrito ao território do Lumiar, mas, segundo Duarte Cordeiro, a intenção da autarquia é que o projeto seja "progressiva e paulatinamente" alargado às restantes 23 freguesias de Lisboa. "O Lumiar dá um exemplo que faz sentido na cidade inteira", frisou durante a apresentação que decorreu no Jardim de Inverno da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL), a poucos metros do local onde, em maio, António Sequeira propusera a iniciativa.
"Às vezes, o voluntariado também é isto: agarrar as oportunidades e desenvolver a oportunidade de fazer melhor", rematou o vereador dos Direitos Sociais na câmara municipal, João Afonso.
https://mail.google.com/mail/u/1/#inbox/14c2e7cf6f9ea579

terça-feira, 17 de março de 2015

AMIGO NÃO É QUALQUER UM

AMIGO NÃO É QUALQUER UM 


É tão bom ter um amigo 
Que nos dê a devida atenção 
Que esteja sempre contigo 
E te conforte o coração 


Pode ser do Sul ou do Norte 
É irrelevante esse pormenor 
Que nos traga sempre sorte 
E deseje o nosso melhor 


Pode ser de qualquer País 
Importante é que te faça feliz 
Que te ampare e te proteja 


Que todos os dias diga presente 
Provando que é boa gente 
É isso que todo o mundo deseja 


JORGE BRITES 

JORNADAS DE VOLUNTARIADO - VILA NOVA DE FAMALICÃO


segunda-feira, 16 de março de 2015

QUANDO..........

Quando…

Quando em certos dias te sentes sozinho e necessitas de uma mão amiga... 
Aqui estou, toma a minha! 

Quando uma lágrima escorre e não encontras um lenço para enxugá-la... 
Aqui estou, toma o meu!| 

Quando te sentes um NADA e não sabes como sorrir... 
Aqui estou, toma o meu riso! 

Quando a distância de todos te faz sentir um vazio... 
Aqui estou, perto de ti! 

Quando te encontras sem força, para enfrentar cada um dos teus dias... 
Aqui estou, sou valentia! 

E quando não queres falar porque as palavras fugiram de ti... 
Aqui estou, sou silêncio! 

Quando somente necessitas que alguém se sente ao teu lado... 
Aqui estou, sou companhia! 

Quando o frio te invade e necessitas calor em teus ombros... 
Aqui estou, toma meu abraço! 

Quando queres chorar sem dizer nada porque a dor te impede... 
Aqui estou, sou teu porto seguro! 

Quando queres espalhar alegria porque és feliz... 
Aqui estou, faz-me feliz! 

Não vejas meus defeitos, não repares nas minhas inúmeras fraquezas, 
Toma o que necessitas de mim... 
Aqui estou, sou TEU AMIGO! 


JORGE BRITES

sábado, 28 de fevereiro de 2015

FAZER VOLUNTARIADO ALIVIA O STRESS

Fazer voluntariado alivia o 'stress'

Ajudar os outros ajuda-nos, também, a nós próprios. A conclusão é de um novo estudo internacional que revela que fazer voluntariado contribui para reduzir o 'stress' e a exaustão associados ao trabalho, aumentando o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.
A investigação publicada este mês na revista científica Journal of Occupational and Environmental Medicine, debruçou-se sobre 746 trabalhadores suíços que exercem funções a tempo inteiro e a tempo parcial, 35% dos quais se dedicam, também, ao voluntariado, várias vezes por ano.
Através de inquéritos, os cientistas procuraram "compreender a relação entre o voluntariado e a saúde" com vista a apurar se esta prática pode funcionar como "um recurso psicossocial, contribuindo para um maior balanço entre a vida pessoal e profissional e, em última instância, para uma melhor saúde". 
Os participantes no estudo responderam a questões sobre a exigência do emprego e a sua perceção acerca do equilíbrio entre vida e trabalho. Além disso, a equipa de investigadores procurou, também, medir os seus níveis de 'stress' cansaço associados à atividade profissional. 
O estudo provou que os que indivíduos que praticavam voluntariado apresentavam níveis inferiores de 'stress' e tinham menor probabilidade de se sentir exaustos no trabalho.


Os voluntários relataram, também, uma maior sensação de equilíbrio entre vida profissional e pessoal em comparação com os que não tinham por hábito fazer voluntariado.
"Embora consuma energia e tempo, o voluntariado pode contribuir para uma maior sensação de equilíibrio entre os trabalhadores, o que, por sua vez, pode influenciar positivamente a saúde", afirmam os autores da investigação.


Esta não é a primeira vez que os benefícios do voluntariado para a saúde são comprovados pela ciência. Em 2013, a Universidade de Harvard revelou que ser voluntário faz bem ao corpo e à mente e contribui, até, para baixar a tensão arterial, para aumentar a longevidade e para diminuir os sentimentos de solidão e depressão. 

http://boasnoticias.pt/noticias_Fazer-voluntariado-alivia-o-stress-e-o-cansa%C3%A7o_22620.html?page=0